Riley Keough navegou no novo e rigoroso código de vestimenta do Festival de Cinema de Cannes com um visual que ultrapassou os limites da transparência, ao mesmo tempo que aderiu tecnicamente às regras. Em 14 de maio, a atriz de 36 anos apareceu no tapete vermelho para a estreia de Histoires Parallèles (Contos Paralelos ) vestindo um conjunto transparente de duas peças em tons de blush da Chanel.

A roupa apresentava um top de botões solto e totalmente transparente e uma saia combinando com detalhes enfeitados. Ao usar lingerie por baixo do tecido transparente, Keough efetivamente “dobrou” a proibição do festival à nudez sem violar a letra da lei. Esta escolha da indumentária destaca a crescente tensão entre a expressão artística da alta costura e a censura institucional num dos eventos cinematográficos mais prestigiados do mundo.

O contexto da repressão ao código de vestimenta

O visual de Keough chegou em um momento em que Cannes está aplicando ativamente diretrizes mais rígidas em relação ao traje no tapete vermelho. O regulamento do festival proíbe explicitamente a nudez total, uma regra que foi reforçada nos últimos anos para lidar com um aumento nas exibições ousadas de pele.

“O objetivo não é regulamentar o traje em si, mas proibir a nudez total no tapete vermelho, de acordo com o quadro institucional do evento e a lei francesa”, afirmou o festival no ano passado.

Para 2025 e até o evento de 2026, as diretrizes para exibições no Grand Théâtre Lumière exigem que os convidados usem “roupas de noite”. O festival define isso estritamente como:
*Um vestido longo ou smoking.
* Um vestido de cocktail.
* Um terninho de cor escura.
* Um top elegante com calça preta.
* Terno preto ou azul marinho com gravata borboleta ou gravata escura.

Estes regulamentos foram concebidos para manter a “decência” em todas as áreas do festival, efetivamente colmatando lacunas que anteriormente permitiam interpretações mais vanguardistas ou reveladoras da moda no tapete vermelho.

Presença de Keough em Cannes

Além da moda, a presença de Keough no festival está ligada ao seu papel em Butterfly Jam, filme dirigido por Kantemir Balagov. O projeto a coloca ao lado de Barry Keoghan, Harry Melling e da novata Talha Akdogan. O elenco retrata membros da comunidade circassiana de Nova Jersey, marcando um foco narrativo significativo para a atriz nesta temporada.

Conclusão

O conjunto Chanel de Riley Keough serve como um estudo de caso moderno para navegar pelos códigos de vestimenta públicos restritivos. Ao utilizar roupas íntimas para manter a cobertura e ao mesmo tempo expor a silhueta, ela atendeu aos requisitos legais e ao mesmo tempo desafiou o espírito de modéstia esperado pelos organizadores do festival. Este incidente sublinha o diálogo contínuo entre a moda como arte e a regulação institucional no cenário global.