Era 2016. O ar estava pesado de expectativa, a história pesava na balança. Hillary Clinton garantiu a indicação democrata. Ela se tornou a primeira mulher a liderar a chapa presidencial de um grande partido nos Estados Unidos. Um momento histórico. Um enorme obstáculo foi superado.

Mas o caminho para a Casa Branca nunca é uma linha reta. Para seu companheiro de chapa, Clinton escolheu o senador Tim Kaine, da Virgínia. Ele estava firme. Experiente. Uma escolha que sinalizou um desejo de equilíbrio, tanto no temperamento quanto na geografia.

A oposição? Donald Trump e Mike Pence. A chapa republicana foi barulhenta, perturbadora e inegavelmente eficaz na mobilização de uma base específica.

Clinton ganhou o voto popular. Ela obteve mais votos dos eleitores americanos do que seu oponente. Foi uma vitória numérica. Mas no sistema eleitoral dos EUA, os números nem sempre ditam o resultado. O Colégio Eleitoral decidiu o contrário. Trump ganhou a presidência.

Então o que aconteceu? Como ganhar o voto popular e perder a eleição? É uma questão que ainda permanece. Um lembrete de que a democracia é confusa. Complexo. Muitas vezes contraditório.

“A história não se repete, mas muitas vezes rima.”

A campanha de Clinton quebrou um teto de vidro. Kaine trouxe seu know-how legislativo. Trump trouxe seu conhecimento de mídia. O resultado? Um veredicto dividido do eleitorado americano. Um voto para o coração. Outro para o sistema.

Isso importa? Sim. Porque a porta foi aberta. Apenas uma rachadura. Mas o suficiente para a próxima pessoa tentar.